CVE-2026-93100 in Linux
Sumário
de VulDB • 18/09/2026
No kernel do Linux, a seguinte vulnerabilidade foi resolvida:
fs/resctrl: Previne use-after-free em rdtgroup_kn_put()
Uma estrutura `struct rdtgroup` é contada por referência via `rdtgroup::waitcount`. Os chamadores que precisam garantir que a estrutura permaneça válida durante uma operação de espera (enquanto aguardam para adquirir o `rdtgroup_mutex`) incrementam a referência com `rdtgroup_kn_get()` e a liberam com `rdtgroup_kn_put()`.
O caminho de liberação destina-se a servir como um mecanismo alternativo de libertação: se a contagem atingir zero e o grupo já tiver sido marcado como RDT_DELETED, `rdtgroup_kn_put()` libera a estrutura.
Os caminhos principais de desmontagem, `free_all_child_rdtgrp()` e `rmdir_all_sub()`, resultantes da remoção de um diretório resctrl ou do desmount do sistema de arquivos resctrl, atuam como os libertadores primários: eles mantêm o `rdtgroup_mutex` liberado e liberam cada `rdtgroup` cujo `waitcount` é zero; caso contrário, definem RDT_DELETED e deixam a liberação para o último aguardante.
Esses dois mecanismos de libertação competem entre si (race condition). `rdtgroup_kn_put()` confirma que `waitcount == 0` com `atomic_dec_and_test()` fora do escopo do `rdtgroup_mutex`, em seguida, lê as flags de `rdtgroup::flags`. Entre essas duas operações, um chamador concorrente de `free_all_child_rdtgrp()` ou `rmdir_all_sub()` (que mantém o mutex) pode observar `waitcount == 0` via `atomic_read()`, chamar `rdtgroup_remove()` e executar `kfree()` na estrutura.
A leitura subsequente das flags de `rdtgroup::flags` em `rdtgroup_kn_put()` resulta, portanto, em um use-after-free, e a estrutura pode até ser liberada duas vezes se a memória já liberada atender à verificação da flag RDT_DELETED.
Substitui-se o uso direto do `atomic_dec_and_test()` por `atomic_dec_and_mutex_lock()`, de modo que a decrementação para zero adquira o `rdtgroup_mutex` antes que a contagem seja visível globalmente. A inspeção das flags de `rdtgroup::flags` então ocorre sob o mesmo mutex mantido pelos libertadores em massa, tornando os dois caminhos mutuamente exclusivos.
O caso comum, onde a contagem não atinge zero, permanece sem bloqueio (lock-free). Adia-se a chamada para `kernfs_unbreak_active_protection()` até após a liberação do mutex, já que as proteções ativas do kernfs funcionam como uma envoltória funcional em torno do `rdtgroup_mutex`. Remove-se o grupo de recursos, que por sua vez libera sua referência ao kernfs, após a restauração da proteção do kernfs.
[ bp: Dividiu a mensagem do commit em parágrafos menores e mais fáceis de analisar. ]
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